A entrevista com o prefeito Fábio Branco (PMDB) é uma das muitas que fiz nesse último mês com o intuito de elaborar uma reportagem sobre o sistema de transporte coletivo do município de Rio Grande. Essa foi realizada no período em que a CPI dos transportes estava em curso.
Como não trabalho para nenhum veículo de comunicação, adotei um comportamento antes de qualquer entrevista: identifico-me como jornalista freelancer, explico que a matéria será vendida ou postada em meu blog e marco o encontro. Isso ainda não havia sido empecilho para fazer minhas reportagens e nem para que eu fosse bem recebida.
Saliento que, como jornalista, publico as matérias e, se caso alguma fonte se sentir injustiçada, ela poderá me processar. Não é uma prática do jornalismo mostrar antes o trabalho para a fonte, esperando qualquer aprovação. A autorização é feita ao se conceder a entrevista. Dito isso, peço que escutem o áudio a seguir, pois a postura do prefeito destoou da de todas as outras autoridades que entrevistei. Em alguns momentos, passei de entrevistadora a entrevistada.
Transcrição na íntegra.
Reportagem - A minha primeira pergunta é pra
saber qual é o posicionamento da prefeitura em relação à decisão do TCE de
sustar o contrato de licitação?
Fábio Branco (FB) - Acolhemos a decisão, sustamos o
contrato.
Reportagem - Sim. Quais os prejuízos que são
causados a partir da sustação desse contrato pra prefeitura?
FB - Prefeitura, não, para sociedade,
porque hoje nós temos como cobrar aquilo que nós idealizamos pra um processo de
um transporte coletivo de qualidade, que é o que nós estamos projetando e
transformando, fazendo essa transformação para o benefício do transporte
coletivo e, principalmente, para incentivar as pessoas a, cada vez usar mais o transporte coletivo. O prejuízo hoje
é pra sociedade porque eu não tenho como exigir, na verdade, aquilo que nós
determinamos numa licitação.
Reportagem - Agora tem que esperar a decisão
final do TCE? Mas o poder da prefeitura, por exemplo, se a prefeitura quisesse
agora sustar e fazer um novo processo licitatório, poderia?
FB - Não, não está decidido ainda.
Reportagem - Mas a prefeitura, o poder
concedente pode tomar a decisão...
FB - Não. E se o tribunal de
contas der favorável, que é o que nós
entendemos, que nós estamos dentro da legalidade, quem vai pagar o prejuízo?
Alguém vai se responsabilizar por esse prejuízo?
Reportagem - Então a...
FB - O contrato ele não está ilegal
Reportagem - Sim, sim.
FB - Tá, ele foi sustado ...
Reportagem - Até que se decida
FB - Até que se decida, até porque nós
ganhamos até o direito de abrir a licitação na justiça e abrimos tendo em vista
todo esse processo ter a transparência e a seriedade, a legalidade dos atos que
a gente vem administrando.
Reportagem - Lendo os questionamentos do TCE, um dos questionamentos é que
existiria uma cláusula no edital de licitação que exigiria que a empresa que
viesse concorrer ela precisaria adquirir os bens reversíveis e não tinha um
valor dessa frota de ônibus no edital.
FB - Não sei. Não fui eu que fiz o
edital. Eu tenho uma comissão, constitui uma comissão de funcionários idôneos e
sérios que constituíram o edital. Na verdade, esse ressarcimento de tudo isso é
obrigação da lei federal que obrigou as concessionárias a indenizar, a fazer
indenização dos bens aqueles que foram investidos. Então, nós estamos seguindo
a lei. O que diz a lei, nós estamos seguindo a lei. Os bens tem valor de
mercado, ninguém inventa esses números.
Reportagem - Sim, não...Claro, mas é que no
edital, eu li todo edital, e não existe o valor. Nesse edital não está
especificado qual é o valor que seria pago por esses bens. É esse
questionamento.
FB - Eu não posso te responder uma
coisa que eu não participei diretamente.
Reportagem - Claro, claro.
FB - Aí a doutora Estela, que é a
nossa jurídica, pode te esclarecer melhor.
Reportagem - Quando se faz o cálculo da
tarifa: a empresa levantou que seriam três reais, o conselho consultivo propôs
2,65 e o senhor decretou 2,60. Porque acontece essa diferença no cálculo, como é
feita a composição da tarifa?
FB - Tem que ver com o conselho, né...
O conselho é que faz esse detalhamento.
Reportagem - Tá...mas o senhor depois decretou
2,60 e o conselho...
FB - Não, tu perguntou como é feita a
tarifa, quem faz a tarifa é o conselho.
Reportagem - Tá, mas então quando a
prefeitura decreta um valor abaixo do
que o conselho propôs ela tá assumindo
uma defasagem? Como fica essa questão?
FB - Não, acho que não. Acho que não. Eu fiz pelo meu entender, da
avaliação de outros locais, uma decisão
minha. Na verdade, eu... é o ônus do prefeito ter que dar última decisão.
Respeito a decisão de todos , mas eu fiz, na verdade, um parâmetro comparativo
daquilo que nós estávamos exigindo de
ônibus novos, de tudo que seja um transporte de qualidade, mas não acredito
nisso, não.
Reportagem - Porque na época, em 2001, Ministério
Público começou a levantar esse questionamento de que teria que se fazer o
processo licitatório. Aí, houve uma lei
municipal que prorrogou esse prazo por dez anos. Porque a prefeitura achou
melhor prorrogar esse prazo e não fazer um processo licitatório naquela época?
Quais eram os benefícios que trariam não o fazer esse processo licitatório?
FB - Não sei, não lembro.
Reportagem - Tem outro questionamento que
também apareceu na CPI, o vereador Spotorno apresentou uma foto que ele diz que
recebeu de uma fonte anônima em que existiam máquinas da SMOV fazendo uma obra
dentro da Noiva do Mar.
FB - Não vi essa foto.
Reportagem - O senhor não tem nenhum
conhecimento disso? É de 2004 a foto...
FB - Não.
Reportagem - A secretaria de transporte foi criada em 2000,
é isso?
FB - Não lembro, acho que sim.
Reportagem - E até esse ano quem regulava era
o DATC?
FB - Sim, aí depois passou pra
secretaria.
Reportagem - Na época da integração, teve
grande mobilização da população contra o sistema de integração...
FB - Tu mora aqui?
Reportagem - Sim.
FB - Mas tu não é de Pelotas?
Reportagem - Não, sou...na verdade, eu...
FB - Cadê o teu cartão? Tu não tens
cartão?
Reportagem - Não.
FB - Tu mora aonde? Tu é jornalista?
Reportagem - Sim
FB - É? Não...só pra te identificar,
porque...Quando me apareceu aqui, diz que
tu era uma jornalista de Pelotas.
Reportagem - Não, não é de Pelotas. Sou
formada pela UFRGS e estou aqui.
FB - Não, só pra...só pra, porque ela...quando vi de Pelotas e tu está falando de integração. Tu não tava aqui
Reportagem - Não, mas...
FB - Hein?!
Reportagem - Eu acompanhei o processo. E até
nas entrevistas que eu fiz as pessoas, os usuários...
FB - Dá uma
fugidinha aqui, faz favor ( o prefeito chama a secretária dele). Quem foi que marcou a entrevista dela? Porque eu vi
ali que era de...quando marcaram, ela era de Pelotas.
Foi a Loeci
(secretária)
FB - Não, porque ela
disse que era de Pelotas...ela é...
Reportagem - Não, eu sou
formada em Porto Alegre e agora eu tô aqui em Rio Grande. Só que a minha
família é daqui, eu fui criada aqui, só estava faculdade lá, mas eu voltei pra
cá.
FB - Tu é formada em
que?
Reportagem - Jornalismo, na
UFRGS
FB - Hmmm...Só pra
ver, porque tava marcado ali...
Reportagem - Sim, sim.
FB - Pergunta pra
Loeci só, quando ela marcou com ela. É que tava ali que a jornalista é de
Pelotas
Reportagem - Ela deve ter se
confundido, porque quando eu dei meu celular 51 aí ela me perguntou: Ah não, eu
morava em Porto Alegre.
FB - Tu estás aqui
desde quando?
Reportagem - Dezembro, mas
eu acompanho, eu venho aqui seguidamente, uma vez por mês.
FB - Hmm, tá...e que
tá meio estranho a tua conversa, né?
Reportagem - Como assim,
meio estranha?
FB - É tá mesmo
estranha, tu mora aqui, não mora aqui. Tu tava aqui na período da integração.
Reportagem - Não, eu...
FB - Que período tu
estudou lá? Te formasse quando?
Reportagem - Eu estudei lá
de 2006 até o meio do ano passado, só que eu sou de Rio Grande, antes de 2006 eu morava aqui, eu venho pra cá todo tempo,
conheço muita gente da cidade.
FB - Não tudo bem...
eu não tô me negando, eu só preciso ver a tua matéria antes de tu vender a tua
matéria, tá?
Reportagem - Mas porque?
FB - Claro...não
sei, eu tô te dizendo, eu não sei se tu vai colocar o que eu tô te falando,
entendeu...
Reportagem - Não, eu..
FB - Pelo menos, a
minha parte...
Reportagem - Não, o senhor não está falando nada na verdade,né. O senhor tá falando
que não sabe, que não ...
FB - Não, não. Eu tô
te respondendo várias coisas. Se tu não tá gostando, então...
Reportagem - Não, não...
FB -Eu tô te
respondendo o que eu sei...
Reportagem - Sim, com
certeza.
FB - Eu sei que eu
falo a verdade.
Reportagem - Sim. Mas de maneira
nenhuma minha intenção é prejudicar a prefeitura, até pq eu procurei vocês...
FB - Não, eu não
tenho medo...não tenho medo de...eu só queria...tu me falasse que é freelancer,
que tu vai vender essa matéria pra alguém que se interesse
Reportagem - Sim
FB - Eu só estaria no direito, que eu acho que é um
direito que eu tenho, de ver a matéria daquilo que eu falei.
Reportagem - Sim.
FB - Só estou te
pedindo isso, entendeu?
Reportagem - Não, até pq eu
não tenho como mentir (apontei para o gravador)
FB - Não, depende,
né? Às vezes é interpretação de colocação, daqui a pouco tu me interpreta de
uma maneira, eu falei de outra. Às vezes a interpretação, sabe como é que é a
cabeça das pessoas, né...
Reportagem - Sim
FB - Às vezes tu
imagina uma coisa...Às vezes tu lê um papel, tu interpreta de uma maneira, eu
leio e interpreto de outra maneira. Só pra não ter...não deixar dúvida, pra nós
não...
Reportagem - Mas aí o seu
interesse é ler a matéria depois de publicada, é isso?
FB - Não, não, antes
né? Se não tu vai vender essa matéria, eu não sei o que tu vai fazer com essa
matéria. Porque se eu souber quem tu é, da onde tu é, bom, eu sou jornalista do jornal A, não sei o que...
Reportagem - Sim, eu entendo
a sua preocupação.
FB - ...tu tem uma
responsabilidade. Agora, eu ...eu tô te
atendendo, mas é...é que as perguntas
são meio capciosas, só ...
Reportagem - É que...
FB - Tu não vê pelo
positivo que a gente tá trabalhando, tu só vem com problema só
Reportagem - Não, não.
FB - Ah é...
Reportagem - Na verdade, é
porque eu entrevistei muita gente e...
FB - Por isso que eu
gostaria¸ pra ver quem tu entrevistou...
Reportagem - Eu li as ações
do Ministério Público, li o edital, entendeu?
FB - Não é porque o
Ministério Público colocou que é verdadeiro, entendeu?
Reportagem - Não, por isso que eu estou aqui perguntando pro
senhor a posição, entendeu? Eu estou
trazendo o que eu li e estou perguntando pra prefeitura a posição...
FB - Mas eu quero
ver se tu consegue fazer essa...essa colocação...
Reportagem - É difícil pq
assim: eu pergunto muitas coisas pra prefeitura, até a secretária Rúbia Mara,
muitas coisas ela disse que não sabia, agora talvez a minha entrevista de amanhã
esclareça alguns pontos, que será com o ex-secretário Enoc.
FB - Claro.
Reportagem - Na verdade, eu
já escutei toda a explicação técnica da integração, o que é a integração
tarifária, essa parte toda a secretária Rubia me explicou. A questão da
integração que eu ia perguntar é que teve um grande movimento contrário da
população, teve muita gente que reclamou : "ah, agora eu pego dois ônibus antes eu
pegava só um". E algumas linhas até estão voltando, né? A linha do Parque Marinha e do Parque São Pedro se separaram...
FB - Não, não tem nada
a ver com a integração, né? Não mistura as coisas. Parque Marinha e Parque São
Pedro os itinerários são os mesmos. Não tem alteração, não tem integração. O
itinerário é o mesmo que existia antes. Foi um pedido da comunidade do Parque Marinha e do
Parque São Pedro que o ônibus um entrasse no outro bairro.
Reportagem - Ah, tá.
FB - Pedido da
comunidade, não era no processo da licitação.
Reportagem - Sim, não tem
nada a ver...
FB - Não tem nada a
ver com a integração, é que as pessoas misturam, quem não conhece, mistura o
que é integração e o que é transporte. O que é itinerário...
Reportagem - E a integração:
o que seria então?
FB - A integração é
a possibilidade que, antigamente, as pessoas
não iam de qualquer ponto a qualquer ponto porque tinham que pagar duas
passagens ou tinham que caminhar. Hoje não precisam caminhar. Esse é o objetivo
da integração. Ao contrário. Não é obrigar as pessoas a fazer duas...
Reportagem - Pegar dois
ônibus.
FB - Isso, pegar
dois ônibus...O objetivo é facilitar as pessoas irem de qualquer ponto a
qualquer ponto através da sua mobilidade, que antes não tinha essa
possibilidade. Até porque, todos as linhas origem-destino não foi mudado
nada. Todas elas, antigamente, da onde
iniciava pegava. Todas elas vem até o centro. Não teve alteração nenhuma.
Reportagem - Existia a
possibilidade de uma empresa sozinha participar do processo de licitação ou
eram só consórcios que poderiam participar?
FB - Não, poderia.
Reportagem - Houve interesse
de outras empresas...
FB - Poderia sozinha
ou em consórcio. Em consórcio até foi pra que possibilitasse outras empresas a
participarem.
Reportagem - Houve outras
empresas que entraram no processo.
FB - Não lembro, não
sei. Eu acho que não. Acho que não, não sei.
Reportagem - A mudança que
teve com o sistema de bilhetagem eletrônica, o GPS, agora possibilita que tenha
mais controle por parte da prefeitura na questão de horários, de ...
FB - A bilhetagem
eletrônica já é anterior, né...
Reportagem - Sim, sim.
FB - Não é no
processo licitatório. E o GPS, sim. Na verdade, são outras ações que nós vamos
incrementar com a utilização do GPS.
Reportagem - Isso com o
objetivo de melhorar a fiscalização?
FB - Ter uma
fiscalização melhor. Na verdade, ter uma fiscalização melhor e a segunda etapa
que, se não tivesse suspendido nós já estaríamos fazendo, né...que é as pessoas
acompanhar o ônibus onde elas estão. Então, de casa, elas vão poder entrar na
internet e saber daqui a quantos minutos o ônibus vai passar na frente da sua
casa. Já tá funcionando hoje o sistema
na praça. O ônibus da praça, ali, tu já sabe em quantos minutos o ônibus vai
passar e de casa tu sabe...e nós georeferenciamos todos os abrigos, todas as
paradas de ônibus. Tu vai conhecer qual é o teu abrigo e tu sabe qual a linha
que tu pega, tu sabe em quantos minutos o ônibus vai passar ali na frente da
tua casa, evitando que fique na rua, na chuva esperando o ônibus.
Reportagem - Sim. E esses
dados eles vão pra consórcio Rio Grande ou pra direto secretaria? Como é feito?
FB - Para os dois.
Quem tem esse sistema, quem determinou que colocassem o sistema foi a
prefeitura no consórcio, mas que essas informações passam pra prefeitura, tanto
a bilhetagem, quanto o acompanhamento por GPS.
Reportagem - Sim.
Reportagem - A prefeitura, então, o posicionamento agora é
esperar a decisão do TCE e, enquanto isso se tem prerrogativa da essencialidade
do serviço, é isso?
FB - É
Reportagem - Continua
funcionando como estava antes da licitação?
FB - Hm, sim.

37 comentários:
Não tá dando pra baixar pelo Youtube downloader...
se eu fosse tu já faria umas quantas cópias ;-)
Parabéns, Daniela!
Excelente trabalho. Preocupante, a entrevista, pois mostra o lado fascistóide do prefeito Fábio Branco.
Ainda assim, me alegro de saber que existe alguém fazendo jornalismo de verdade na cidade.
Grande abraço,
Chico Cougo
RealPlayer baixa todos videos do youtube ;)
RealPlayer baixa todos videos do youtube ;)
Muito bom, parabens!
Parabéns pelo trabalho Dani. Tu mostraste na íntegra a materialização de uma política acéfala que se instaurou em Rio Grande. DEUS abençoe tua vida em nome de JESUS.
Parabéns pela entrevista! Eu achei uma "graça" o comportamento dele quando se deu conta de que sabias do assunto... Peço licença para divulgar tua entrevista em outros meios!
"só sei.. que nada sei..." ¬¬ e não sei nada mesmo...kkkkkk!!!Cara de pau é pouco,para essa cambada...!!!Parabéns pela matéria!!!
Pessoal, muito obrigada pelos comentários! E Roberta, sinta-se à vontade para divulgar a entrevista, mas não esqueça de citar a fonte! :)
Daniela, você tem tanta boa vontade em explorar o assunto, mas gostaria que você falasse um pouco também, sobre sua visão no que tange ao transporte coletivo. Diz para nós o que pode ser feito para melhorar??
Você acha que se mudar o prefeito terminarão os problemas de atraso e lotação nos horário de pico, e teremos uma tarifa menor? Se mudarmos as Empresas que operam não teremos mais atrasos, lotação e a tarifa será menor?? Outro ponto que gostaria que você respondesse: Quantos carros particulares são acrescidos em Rio Grande por ano, com o crescimento populacional. Será que isto não é um fator que agrave a situação de atraso e consequentemente a lotação??? Quem sabe poderíamos implementar uma campanha em prol do rodizio de placas dos veículos particulares,nos horários de pico em Rio Grande, para termos uma noção se o atraso é intencional ou existe um agravante ai pelo estrangulamento das ruas pelos carros particulares em detrimento dos veículos coletivos. Eu acredito que na seguinte equação: congestionamentos geram atrasos, atrasos geram lotação, lotação gera descontentamento. Nesta equação não podemos olhar apenas um fator ou outro, mas sim todos e principalmente o mais relevante. Para você, qual o mais agravante deles??? Você tem andado por Rio Grande nos horários de pico???
Minha querida,
Parabéns pela coragem de enfrentar a fera.
Se não fosse trajico seria cômico. A transcrição parece piada. Muito Boa!
Olha...
Na questão da Quantidade de carros que é acrescida á Cidade de Rio Grande por ano, uma coisa TALVEZ eu possa responder...
Tem muita empresa privada DANDO CARRO de presente na Cidade!
Isso gera um acréscimo pequeno, mas bem relevante na hora de se defender essas empresas com unhas e dentes, enfim...
Cof, cof... (To com uma tosse hoje!)
Eduardo Bozzetti
www.acidoevenenoso.blogspot.com
PS: Parabéns Daniela pela Postagem, estamos disseminando isso pela Rede!
;)
Esse cara é grosso.
O mal do Fábio é que ele não gosta de ser cobrado nem ser questionado.
Desde a primeira vez que ele foi prefeito ele sempre se mostra desse jeito. Anos se passaram, e nada mudou, e pior está mais arrogante.
Só faltou bater na jornalista.
E pior, não responde simples perguntas.Ora se ele é o prefeito, como ele não sabe de nada sobre sustação de contrato e coisas relativas a transporte coletivo?
Vejam quando esse é o assunto ele nunk sabe.
Dani, tu fez o teu papel, mas digo que tu perdeu o tempo.
Até mesmo se a guria era daqui isso foi questionado.
Não prefeito, ela é da Síria tá passando um tempo enquanto os problemas por lá se resolvem. Tenha dó gente.
Pergunta capciosas? Não meu caro é simples e objetivo, baste responder de forma clara e objetiva como foi feita a pergunta.
Eu baixei o áudio desse papo, caso Mr. Prefeito Pode Tudo queira cercear a democracia.
Sr. “Anônimo”, infelizmente, não posso me dirigir a você de outra forma... Saliento que os assuntos em questão nessa entrevista eram os pontos de questionamento do edital e os problemas levantados na CPI.
Concordo que existem muitas outras discussões que podem ser feitas com o intuito de melhorar o sistema de transporte coletivo. No entanto, sou jornalista e, como tal, entrevisto os administradores municipais para conhecer a postura deles e as idéias de melhoria frente a esses problemas.
Como jornalista, não tenho formação técnica e nem a função de resolver o problema do transporte público.
Tenho, sim, o dever de questionar os responsáveis, de pesquisar, de escutar a população e de estudar muito sobre os assuntos que escrevo. Com certeza, isso podes ter certeza que tenho feito. Essa entrevista é apenas uma das muitas que estão dando origem a uma grande reportagem sobre o transporte. E essa poderá te contemplar melhor...
Infelizmente é uma realidade que não vai mudar com a troca do prefeito, e sim com a troca de todo sistema político brasileiro, com o fim do famoso "jeitinho brasileiro "... Valeu galerinha do bem! Ótimo trabalho realizado!
venho pedir autorização pra reproduzir no me blog: http://jovemolhar.blogspot.com.br/
Obrigado
Daniel, pode colocar no seu site, sim! Só peço que divulgue de qual blog foi tirado. Obrigada, :)
Daniela, Parabéns, realmente colocasse esse animal contra a parede, mas cuidado, um animal acoado pode morder se nao deixares um espaço pra ele fugir. Continua teu excelente trabalho.
Abraço,
Alexandre Munhoz
PRABENS DANIELA
VOCE VAI LONGE POIS RASGASTE A NOSSA
BANDEIRA HAHAHA.
ASS. LEDA
Parabéns Daniela pela reportagem...teus questionamentos foram os do povo! Ele "não sabe as respostas" porque está enredado.
Me admira muito que a parte "cega" da população rio-grandina ainda vote nele!!! Vamos todos DISSEMINAR essa matéria por todos os meios possíveis...e para os mais carentes, sem acesso à internet, que alguém possa imprimir cópias (mesmo em papel reciclado) desta entrevista que mostra o descaso e o enredo do nosso "ainda" prefeito...pois está aí a maior parte dos seus eleitores..."ainda" cegos!!!
Adriano Morales
Parabéns, Daniela, por sua performance, lisura e serenidade na condução desta entrevista, abordando assunto de grante valor para o povo riograndense. Certamente Curitiba lhe ficaria agradecida com trabalhos de sua lavra por aqui também prestados, o que, imagino, não será difícil para alguém que se desponta vicejante e promissora no cenário jornalístico.
Gostaria de informar ao nosso prefeito que mudou sim os pontos de origem, principalmente com a modificação do sentido das ruas vide a rua D.Bosco que prejudicou essencialmente varios estudantes pois na msma situasse três escolas(Esc. 13 de maio, Esc.Getulio Vargas e Esc França Pinto), com isso fazendo com que varias pessoas se dirijam para outros pontos de onibus distantes das escolas, visto k isso não deve ter sido levado em consideração.
Agora parabenizo a Sr.Daniela pela excelente reportagem que acabou com o Fabio Branco e por ter coragem de expô-la a tds.
Daniela, meus parabéns! Grande trabalho.
Pessoal, profissionais, jornalistas. Por favor, divulguem essa entrevista para o maior número de pessoas. Este prefeito não pode se reeleger.
Fica aqui um abraço de um docente federal indignado com essa situação toda.
Esta Daniela que se diz jornalista em qual jornal de rio grande ela trabalha, Qual o verdadeiro interesse fazer um jornalismo de oposição em prol do crescimento da cidade ou fazer FAMA . Criticar,jogar pedra e facil reconhecer o que a familia Bronco fez e tem feito pela cidade de rio grande e dificel . Coloca esta jornalista no poder que veremos realmente quem ela é .Meu nome é Wladimir Fiussen não votei no FABIO mais tenho visto resultados positivo como sei que á falhas desculpem leitores esta é minha opinião
Wladimir,
Quero dizer que respeito o seu comentário e suas críticas. Entretanto, preciso esclarecer que, em nenhum momento da entrevista, eu falei mal do prefeito Fábio Branco. Em nenhuma parte da entrevista eu joguei pedra na prefeitura. Aliás, minha única intenção, naquele momento, era buscar informações para uma reportagem sobre o sistema de transporte em Rio Grande, a fim de esclarecer as polêmicas que tanto se escutam na cidade.
Somente depois da postura dele eu decidi publicá-la. Atendendo, por sinal, ao pedido do administrador que deixou claro que não queria que eu mudasse nada do que ele havia respondido.
Tenho ciência, inclusive, que esses problemas são muito mais antigos que administração atual.
Por último, afirmo que não fiz jornalismo de oposição, fiz jornalismo.Ponto. Nunca estive e nem estarei envolvida com partidos políticos. Abraços!
Acho saudável que haja opiniões diversas sobre um assunto. Mas, também acho que algumas opiniões se baseiam em inferências sem lógica: uma reportagem que questiona determinada ação da administração municipal não afirma que tal administração seja toda questionável ou ruim. Essa conclusão (errônea) é do leitor, não se pode dizer necessariamente que é a do texto.
Jornalismo bom, na minha opinião, é aquele que tenta mostrar os fatos e impactar positivamente a sociedade. A reportagem da Daniela é um exemplo corajoso disso.
abçs
A questão do transporte público na nossa cidade virou um tabú,pois a CPI ficou com cara de jogo de cartas marcadas,me decepcionei com alguns vereadores,os quais não esquecerei na próxima eleição,mas com o resultado da CPI eu imaginava uma BIG PIZZA.Torço muito para a administração da nossa cidade sair das mãos da família Branco,para que os próximos gestores possam abrir a caixa preta do transporte público e dar novos ares na prefeitura,chega dos Brancos.Parabéns a Jornalista pela entrevista e depois por ser também entrevistada,escutando o aúdio dá prá imaginar o suor que o prefeito teve,pois enrolou muito e nada responder.Ah,quando o prefeito diz nas rádios obras crescimento etc,minha opinião é que nossa cidade mudou 95% devido aos investimentos do Governo Federal...!Abraços a todos.
Sinceramente acho q vcs desses sites tendenciosos ñ tem mais nada o que fazer a n~ ser apontar seus dedinhos para pessoas e personalidades.
Porque vcs não fazem em vez de ficarem agredindo e criticando? Candidate-se minha filha! Aproveite e leve junto sua gleba de seguidores e estes blogueirios q pensam ser a revista veja de Rio grande.
A hora m q vcs tomarem um sonoro processo em cima do lombo e tiverem que engolir algumas coisas q inventam e ofendem tlv ai vcs aprendam a não usar a internet como valvula de escape para suas frustações pessoais e particulares.
Talvz vcs escrevam em bloguesinhos por não terem competencia para arranjar emprego num jornal ou na teklevisão bando de idiotas.
Parabéns, Daniela. Mais uma vez fica claro o quão perdido o prefeito se encontra. De onde tu és, onde tu moras, pra onde tu trabalha, que diferença isso faz? Ele não tem compromisso com a verdade? Então, que fale a verdade pra quem quiser ouvir, independente de quem seja... Pena que isso tudo é uma balela gigante. Se tivesse compromisso com a verdade se preocuparia mais em se fazer entender, em dar respostas satisfatórias, do que em saber de onde é a jornalista e pra onde vai essa matéria... Aliás, mesmo que tu fosse do Japão, a mídia, pelo que sei, serve exatamente pra isso (ou pelo menos deveria servir): disseminar informações, tornar possível que uma pessoa do outro lado do mundo saiba do que se passa em qualquer lugar. Não interessa de onde tu és e sim que tu tem conhecimento do assunto, és uma profissional formada por uma Universidade reconhecida e ele não pode passar por cima de nada disso e muito menos desvalorizar esses fatores! Parabéns, Daniela. E faça outras entrevistas como essa!
Dani parabéns pela entrevista.
Caro senhor Zariguiri (Moacir) acho que tu tem tanto menos coisas a fazer do que nós pelo jeito... pois estás a matar tempo lendo o blog da Dani... deverias estar procurando o que fazer para melhorar a cidade com atos e não com comentários levianos sobre o trabalho das outras pessoas...
Vergonha de morar nessa cidade, com esse prefeito que não sabe de nd, não tem nada, não lembra de nada...é RIDÍCULO!
Parabéns pela reportagem!!!
oi eu nao entendo porque todo mundo se kaga de medo deste cara?
tinha de ter perguntado a ele quantos usuarios usam o coletivo por dia ,ou seja quantas passagens sao cobradas durante o dia ? ae e faze a conta
e ver por que o datc foi pra falencia ?concluindo ,com a cobrança antecipada da passagem e uma pre paga assim o prutuga tem grana de sobra pra coloca dois ou tres coletivos novos pagos a vista na praça e depois faze apresentação pru coitadu du prefeito e dize que estao cumprindo com as exigencias ,tem que rir para nao chorar ,que boa administração quebrar uma em´presa que da lucro para dar cota a outra pois deve financiar as campanha da corja....
olha pessoal do vendo pessoas dando desculpa por causa do pico.realmente a um pico muito grande.mais nao e desculpa.a linha barra ta uma vergonha.falta de carro nao e.pois se der uma olhada no patio perto da undustria pescal vao ve q ha bastante carro parados por la.com uma BR se estalando varias empresas.e poucos carros para atende a demanda.resumindo falta uma concorencia de peso para servi de alerta...
ola pessoal o q esta faltando aqui en rio grande e uma empresa grande para abri comcorencia com a benfica.e uma vergonha a linha barra.os carros sempre lotados.sera q ainda nao se tocaran que a varias empresas se instalando aqui na cidade.posso diser que falta de carro nao pode se.se der uma olhada no patio perto inps vao ver varios carro parados por la todos os dias.entao fica aquele ditado popular.quen nao da acistencia abre comcorencia.e o que esta faltando...
Parabéns pelo seu trabalho! E obrigado!
Oi Daniela, queria parabenizar o teu trabalho. A reportagem foi feita de maneira séria e em nenhum momento tivestes uma postura partidária. As questões levantadas estão de acordo com a atualidade dos fatos. PARABÉNS MAIS UMA VEZ!
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